Na prática, quem comercializa um imóvel na área da antiga Fazenda Imperial deve pagar uma taxa de 2,5% do valor da venda aos descendentes da família. Os honorários são pagos mensalmente aos diretores da CIP e independem da existência de lucros
Apenas de honorários, três descendentes da antiga família imperial do Brasil, que compõem a diretoria da Companhia Imobiliária de Petrópolis (CIP) – empresa responsável pelo recolhimento da chamada “taxa do príncipe”, o laudêmio – ganham R$ 100,9 mil mensais cada um, o equivalente a R$ 1,21 milhão ao ano. Criada em 1847 por Dom Pedro II, a “taxa do príncipe”, ou laudêmio, é recolhida no Centro e em alguns bairros mais valorizados de Petrópolis, cidade que está enfrentado uma tragédia devido às chuvas nas últimas semanas. Mais de 170 pessoas morreram e cerca de 100 estão desaparecidas.




