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Moraes vê “impunidade” e defende que STF proíba Assembleias Estaduais de derrubarem prisões de parlamentares

Moraes vê “impunidade” e defende que STF proíba Assembleias Estaduais de derrubarem prisões de parlamentares

Na decisão que manteve prisão de deputado do Rio, ministro cita 12 prisões de parlamentares revogadas pelas Casas Legislativas estaduais e fala em “perpetuação da impunidade”

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu que o Supremo proíba assembleias legislativas estaduais de derrubarem prisões de deputados estaduais presos por conta de crimes que não têm relação com o mandato. Moraes cita e defende a mudança em um trecho do despacho assinado nesta quarta-feira (6) que manteve a prisão preventiva do deputado estadual do Rio Thiago Resende (Avante), preso na terça (5) na quarta fase da Operação Unha e Carne da Polícia Federal (PF).

Atualmente, a Constituição Federal de 1988 determina por meio do chamado Estatuto dos Congressistas, que deputados federais e senadores não podem ser presos, salvo em flagrante de crimes inafiancáveis.

Nos casos estaduais, o STF reconhece a constitucionalidade das Assembleias Legislativas “resolverem” sobre prisões parlamentares, mas Moraes faz a ressalva de que esse entendimento do STF tem sido usado para “garantir um sistema de total impunidade aos deputados estaduais” e cita que em 13 prisões de parlamentares por infrações sem relação com o mandato parlamentar, 12 foram revogadas, sendo oito delas no Rio de Janeiro.

Entre os casos no RJ, o mais recente é o do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (PL), preso em dezembro de 2025 na terceira fase da Operação Unha e Carne da Polícia Federal (PF). Ele era suspeito de vazar informações de outra operação da PF para o também deputado estadual TH Jóias.

Poucos dias após sua prisão, a Alerj aprovou por 42 votos a soltura de Bacellar, que voltou a ser preso em março deste ano.

O ministro ainda coloca que a norma que dá essa permissão aos deputados estaduais, prevendo a independência do Poder Legislativo, “tem sua natureza desvirtuada para a perpetuação de impunidade de verdadeiras organizações criminosas infiltradas no seio do Poder Público”.

Alexandre de Moraes em julgamento do núcleo 3 da trama golpista — Foto: Gustavo Moreno/STF

Com informações, Octavio Guedes/G1

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