Bacellar será transferido para um presídio federal
Na 5ª Operação Unha Carne, que esta ocorrendo hoje, quinta-feira, a PF busca aprofundar a apuração de indícios de lavagem de dinheiro praticada pelo ‘capo’ da nova cúpula do jogo do bicho (Adilsinho) e possível ramificação do esquema junto a integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do RJ. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), expediu 3 mandados de prisão e outros de 14 de busca e apreensão. O pastor Marcio Poncio foi preso pela Polícia Federal. Também há mandados de prisão contra o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, e contra o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar — ambos já estavam encarcerados.
Adilsinho e Bacellar já estavam encarcerados, e o ex-deputado será transferido do Complexo Penitenciário de Bangu, em Gericinó, para um presídio federal. Moraes também determinou o sequestro de bens e valores até R$ 22 milhões.
A ação se insere no contexto da decisão do STF no âmbito do julgamento da ADPF 635/RJ, a ADPF das Favelas, que, dentre outras providências, determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos.
Planilhas
A 5ª fase da Unha e Carne derivou da Operação Fumus, de junho de 2021, que mirava o monopólio de cigarros no Grande Rio. Adilsinho era alvo, mas não foi encontrado.
Na ocasião, a PF encontrou planilhas com “supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais”.
“As listas chamaram a atenção dos investigadores por possíveis repasses diretos de valores a agentes políticos do RJ”. A TV Globo apurou que pelo menos 20 políticos são investigados por receber mesada de Adilsinho.
Por Léo Arcoverde, Márcia Brasil, Marco Antônio Martins, GloboNews e TV Globo
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