Ex-senador Fernando Bezerra Coelho e deputado Fernando Coelho Filho estão entre os alvos de 42 mandados autorizados pelo STF
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), a Operação Vassalos, que investiga um suposto esquema de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo recursos de emendas parlamentares. Segundo reportagem do portal g1, a ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal e cumpre 42 mandados de busca e apreensão em cinco estados e no Distrito Federal. Entre os alvos da operação estão o ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) e seu filho, o deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE). Segundo apuração da TV Globo, também figura entre os investigados o ex-prefeito Miguel Coelho. O relator do caso no STF é o ministro Flávio Dino.
Esquema sob investigação
De acordo com a Polícia Federal, as investigações apontam para a existência de uma organização criminosa composta por agentes públicos e privados suspeita de desviar recursos públicos oriundos de emendas parlamentares. O mecanismo, segundo os investigadores, envolvia o direcionamento de processos licitatórios para uma empresa vinculada ao grupo.
Após a contratação, parte dos valores teria sido utilizada para o pagamento de vantagens indevidas e para a ocultação de patrimônio, caracterizando também indícios de lavagem de dinheiro.
A PF afirma que o objetivo da Operação Vassalos é aprofundar a apuração sobre as suspeitas de fraude e reunir provas que esclareçam a dinâmica do esquema e a eventual participação dos envolvidos.
Mandados em cinco estados
As ordens judiciais estão sendo cumpridas em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal. Ao todo, são 42 mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, instância responsável pela supervisão do inquérito em razão do foro por prerrogativa de função de parte dos investigados.
A atuação do STF no caso decorre da presença de parlamentar federal entre os alvos, o que desloca a competência para a Corte.
Emendas parlamentares sob escrutínio
O inquérito se soma a uma série de investigações que vêm analisando a destinação e execução de emendas parlamentares no país. Nos últimos anos, o volume de recursos distribuídos por meio desse instrumento cresceu significativamente, ampliando também o debate sobre transparência, fiscalização e controle dos gastos públicos.
Até o momento, os citados não haviam se manifestado publicamente sobre as acusações.
Com informações, Agenda do Poder