Partido de Eduardo Paes fecha posição após encontro convocado por Pedro Paulo e orienta deputados a votar pela continuidade da preventiva
O PSD do Rio de Janeiro, partido do prefeito do Eduardo Paes, decidiu que sua bancada na Assembleia Legislativa (Alerj) votará pela manutenção da prisão do presidente afastado da Casa, Rodrigo Bacellar. A definição ocorreu em reunião convocada nesta quinta-feira (04) pelo presidente estadual do partido, o deputado federal Pedro Paulo. Os seis deputados que compõem o bloco na Alerj são Átila Nunes, Cláudio Caiado, Lucinha, Luiz Paulo, Munir Neto e Sérgio Fernandes.
Eduardo Paes, líder político do PSD no estado e pré-candidato ao governo, tinha Bacellar como adversário direto antes da prisão. A formalização da posição da bancada ocorre no momento em que os deputados se preparam para votar a manutenção ou não da preventiva determinada pelo Supremo Tribunal Federal.
Decisão interna e articulação política
Segundo integrantes do partido, a orientação foi tomada após avaliação do cenário político e jurídico envolvendo o caso. A direção estadual considerou que o plenário da Alerj deve deliberar com base no que prevê a legislação e divulgou, em seguida, uma nota pública expressando sua posição.
Nota divulgada pelo PSD-RJ
A seguir, a íntegra da nota emitida pelo partido após a reunião:
O PSD-RJ defende instituições fortes e blindadas contra a influência do crime organizado no Rio de Janeiro. Conforme estabelecem a Constituição Federal (art. 53, §2º) e a Constituição do Estado do Rio de Janeiro (art. 102), cabe ao plenário da Alerj deliberar sobre a manutenção da prisão de parlamentar — competência que deve ser exercida com responsabilidade e consciência de suas consequências.
A gravidade dos fatos apurados pela Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal envolvendo o Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro exige máxima atenção e postura firme do Parlamento. O PSD-RJ defende a manutenção da prisão preventiva, assegurando que as investigações possam avançar com a independência e o rigor necessários, salvaguardando o direito à ampla defesa e o contraditório.
Com informações: Agenda do Poder