Depois de deixar o bolsonarismo e caminhar com Eduardo Paes, Otoni de Paula deixará o MDB e deve aportar no Republicanos para disputar as eleições deste ano. Deputado federal Otoni de Paula. — Foto: Reprodução
Depois de deixar o bolsonarismo e caminhar com Eduardo Paes, Otoni de Paula deixará o MDB e deve aportar no Republicanos para disputar as eleições deste ano. Otoni aposta que o partido estará com Paes e se candidatará a deputado federal. Como pano de fundo para a saída do MDB estão as divergências com Washington Reis – que indicou a irmã para vice de Paes.
Otoni aposta que o Republicanos estará com Paes nas eleições deste ano, o que pode impulsionar os seus votos, já que o partido é ligado a setores da igreja evangélica. A manutenção de Otoni ao lado de Paes se mostra mais importante do que nunca, já que Silas Malafaia – outra importante liderança evangélica – rompeu com o prefeito do Rio devido às críticas feitas pela Acadêmicos de Niterói ao conservadorismo.
A movimentação, que acontecerá até abril, também vida manter o patamar de votos de Otoni. Membros da bancada evangélica da Câmara estimam que ele deve perder parte considerável dos seus votos nas eleições deste ano, após ter se distanciado do bolsonarismo.
Liderança religiosa incontestável no Congresso, Otoni passou a defender Eduardo Paes, em detrimento de Ramagem, em 2024, e do governador Cláudio Castro. Em 2022, Otoni teve 158.507 votos e foi o sétimo deputado mais votado do Rio. Com representação no secretariado de Paes, estima-se que ele seguirá bem votado, mas dificilmente vai ultrapassar os 100 mil eleitores.
O parlamentar discorda e estima que ampliar seus números.
“Tenho tudo para crescer, devido à coragem dos meus posicionamentos. O eleitorado enxerga a firmeza”, opina.
Em novembro de 2024, Otoni se disse “arrependido” de ter tratado o ex-presidente Jair Bolsonaro como “mito” e afirmou que tem preferido “andar sozinho do que mal acompanhado”.
Em discurso na tribuna da Câmara, o parlamentar, que atua como pastor da Assembleia de Deus Missão, também afirmou que não quer mais ser visto como “extremista”. A declaração foi feita no dia seguinte à determinação de trânsito em julgado da condenação de Bolsonaro e dos outros sete réus do núcleo crucial da trama golpista.
Blog do Ricardo Bruno/Rodrigo Vilela/Com informações, Agenda do Poder