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Flamengo prevê estádio do Gasômetro para 10 anos, com 72 mil lugares e custo de pelo menos R$ 2,2 bilhões

Flamengo prevê estádio do Gasômetro para 10 anos, com 72 mil lugares e custo de pelo menos R$ 2,2 bilhões

Clube apresenta estudo de viabilidade e cronograma estendido para os próximos 10 anos

O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, apresentou na quarta-feira (17) ao Conselho Deliberativo um novo levantamento sobre a construção do estádio no Gasômetro. Segundo o estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a obra só poderia ser concluída nos próximos 10 anos, com custo mínimo estimado em R$ 2,2 bilhões, apenas para tirar o projeto do papel. O objetivo é consolidar recursos e buscar parcerias estratégicas.

Alterações em relação à gestão anterior

A administração anterior projetava conclusão em 2029, com orçamento similar. Entretanto, a atual gestão identificou distorções no planejamento original, incluindo custos subestimados, prazos irreais e receitas superestimadas. A proposta atual prevê um estádio mais popular e alinhado à identidade do clube.

Descontaminação do terreno e negociações com Naturgy

O relatório da FGV apontou que a descontaminação do terreno, atualmente ocupado por tubulações da Naturgy, levará até dois anos, com remanejamento previsto em quatro anos. O Flamengo aguarda negociações entre a empresa e a Prefeitura, que assumirá os custos. Após a emissão da licença, a construção poderá começar em até 36 meses.

Projeto otimizado e custos revisados

O novo projeto prevê um estádio de 72 mil lugares, com redução de assentos premium. O custo revisado, incluindo estádio, contingências, terreno, capital e entorno, chega a R$ 2,2 bilhões. O prazo mínimo para conclusão é julho de 2036, dependendo de fatores externos. O financiamento será baseado na geração de recursos internos, sem comprometer a performance esportiva do clube.

Análises detalhadas da FGV

Especialistas da FGV corrigiram distorções do plano anterior, apontando que o custo total atualizado pode chegar a R$ 3,1 bilhões, considerando inflação e custo de capital. As receitas do projeto anterior foram superestimadas, incluindo preços médios de ingressos, patrocínios e CPACs. O estudo também destacou que o cronograma original ignorava etapas essenciais, como o remanejamento da subestação da Naturgy.

Conclusão da gestão atual

A gestão atual desenvolveu um projeto viável, sem necessidade de transformar o clube em SAF e mantendo o desempenho esportivo. Foram criados times exclusivos para gestão do projeto, contratada a Arena para suporte técnico, e realizados estudos aprofundados sobre o terreno e alternativas de construção. O novo planejamento estabelece prazos e custos mais realistas, projetando a inauguração do estádio para a década de 2030.

Com informações: Agenda do Poder

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